Segundo o IBGE, o Brasil apresentou melhora em indicadores relacionados à insegurança alimentar nos últimos anos, e o governo federal afirma que o país voltou a sair do chamado Mapa da Fome das Nações Unidas. O indicador considera a proporção da população em situação de subalimentação e é calculado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Apesar disso, imagens de pessoas em filas para receber ossos e outros alimentos de baixo custo continuam sendo compartilhadas nas redes sociais. Em muitos casos, os registros são atuais; em outros, tratam-se de vídeos antigos que voltam a circular. A existência desses episódios, por si só, não é utilizada pela FAO como critério para definir a permanência ou não de um país no Mapa da Fome.
Nas redes sociais, a diferença entre os indicadores oficiais e a realidade observada em algumas comunidades gerou debates. “Segundo dados do IBGE, Lula tirou o Brasil do mapa da fome. Mas a fila do osso ainda continua existindo em 2026. Alguém pode explicar esse fenômeno?”, escreveu um internauta em uma publicação que passou a ser amplamente compartilhada.
Especialistas apontam que sair do Mapa da Fome não significa que a fome deixou de existir no país, mas que a proporção da população em situação de subalimentação caiu abaixo do limite estabelecido pela FAO. Ainda assim, casos de insegurança alimentar grave e pobreza continuam sendo registrados em diferentes regiões do Brasil, motivo pelo qual o tema segue gerando discussões e críticas nas redes sociais.







