Um trabalhador viralizou nas redes sociais após publicar um vídeo mostrando quanto uma empresa desembolsa para manter um funcionário registrado e comparar esse valor com aquilo que efetivamente chega ao bolso do empregado.
Na publicação, ele apresenta encargos e descontos relacionados à contratação formal e defende que o trabalhador deveria visualizar de maneira mais clara todos os custos envolvidos na relação trabalhista.
“Se fizerem uma lei na qual o patrão é obrigado a depositar o valor bruto do salário, em média R$ 3.732, e depois o próprio CLT pagasse os três impostos ao governo, a esquerda perderia metade dos seus eleitores”, afirmou.
A declaração provocou discussão nas redes sociais sobre impostos, encargos trabalhistas e o chamado “custo Brasil”. Parte dos internautas concordou com a crítica e afirmou que muitos empregados não têm dimensão do valor total desembolsado pelas empresas. Outros contestaram a comparação, destacando que nem todo custo patronal pode ser tratado como dinheiro que seria incorporado automaticamente ao salário do funcionário.
Na prática, a contratação pelo regime CLT envolve diferentes componentes. Além do salário bruto, dependendo do empregador e do enquadramento tributário, podem existir contribuições patronais e outros encargos. Já do salário do empregado são descontados valores como INSS e, quando aplicável, Imposto de Renda.
Também existem direitos como FGTS, 13º salário e férias acrescidas de um terço. Alguns desses valores representam benefícios ou provisões destinadas ao trabalhador, enquanto outros constituem tributos ou contribuições, razão pela qual não é tecnicamente correto classificar todo o custo adicional da empresa simplesmente como “imposto”.
O vídeo ganhou repercussão principalmente por transformar uma discussão normalmente restrita a folhas de pagamento e contabilidade em um questionamento político sobre quanto custa empregar formalmente no Brasil e quanto dessa diferença é percebida pelo próprio trabalhador.







