Decisão da Suprema Corte restringe atividades e ideologia no país.
A Suprema Corte russa declarou o autodenominado Movimento Satanista Internacional como uma entidade extremista, banindo suas operações em todo o território nacional. A resolução, que teve sua audiência realizada em sigilo, atendeu a uma solicitação das autoridades locais.
De acordo com o governo, a doutrina vinculada a esse grupo diverge dos princípios culturais e sociais prezados pelo Estado, podendo gerar riscos morais e sociais. A interdição abrange tanto a disseminação de conceitos ligados ao movimento quanto as ações consideradas rituais.
O juiz Oleg Nefedov, que proferiu a sentença, já havia atuado em casos anteriores que levaram à restrição de outros coletivos e movimentos sociais. Essa medida se insere em uma estratégia governamental mais ampla de combate a extremismos. O Patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa, manifestou seu apoio à proibição, alegando que tais influências seriam prejudiciais à juventude, alinhando-se à postura de proteção espiritual do Kremlin.
Observadores externos questionam a real existência de um movimento internacional com essa designação fora da Rússia, o que levanta dúvidas sobre a abrangência e as motivações políticas por trás da decisão.







