As chocantes imagens de miséria em Cuba frequentemente são atribuídas ao embargo, mas essa explicação ignora a raiz do problema. Nenhuma sanção internacional força um governo a oprimir dissidentes, calar a imprensa, controlar toda a economia ou impedir o desenvolvimento de seus cidadãos.
Historicamente, outras nações também enfrentaram bloqueios sem transformar sua população em dependentes do Estado. A questão cubana vai além: reside em um modelo que centralizou o poder, aniquilou a iniciativa privada, sufocou a produção e suprimiu direitos básicos. Quando a população é impedida de empreender, produzir e competir livremente, o resultado previsível é escassez, pobreza e uma fuga em massa.
Milhões de cubanos já deixaram a ilha em busca de liberdade e oportunidades que o regime não conseguiu oferecer. Diferentemente de outros contextos, não há muros impedindo a saída para os EUA, mas em regimes autoritários, as pessoas arriscam a vida para escapar. As cenas de indivíduos buscando alimentos descartados não são meras dificuldades econômicas; elas simbolizam o fracasso de um sistema que prometeu igualdade, mas entregou repressão e miséria.
Defender o povo cubano não significa apoiar sanções ou sofrimento, mas sim reconhecer a importância da liberdade econômica, da democracia e dos direitos individuais. Sem liberdade, até o acesso à comida se torna um privilégio.







