Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, sintetizou sua campanha com a frase: “Sou Milei na forma e Bukele no conteúdo”. A declaração foi divulgada pela colunista Isabel Mega na quinta-feira, visando posicioná-lo como o principal nome da direita anti-Lula, especialmente se Flávio Bolsonaro perder força após o vazamento de áudios com Daniel Vorcaro.
Sua estratégia une estética e ideologia. A “forma Milei” se manifesta no visual despojado, sem terno e gravata, e na comunicação direta pelas redes sociais. Já o “conteúdo Bukele” representa a tolerância zero contra o crime organizado, a defesa da “lei e ordem” e a política de encarceramento em massa. Seu plano de governo foca no combate à criminalidade e em investimentos massivos para desfavelizar grandes centros urbanos. Enquanto críticos o veem como o mais radical conservador em décadas, apoiadores o consideram a resposta para enfrentar facções criminosas nas urnas.
A inspiração em Bukele não é aleatória; o presidente salvadorenho se tornou um modelo para a direita latino-americana ao reduzir drasticamente a criminalidade através de políticas de encarceramento, apesar das acusações de violação de direitos humanos. Esse discurso linha-dura impulsiona projetos conservadores na região e é frequentemente citado por bolsonaristas. Renan busca capitalizar o tema da segurança, considerado um ponto fraco da esquerda brasileira para 2026, e planeja expandir seu alcance eleitoral para além do público jovem, visando a faixa etária de 25 a 50 anos em estados como Bahia, Alagoas, Pará e cidades do Sul.







