O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki morreu em um acidente aéreo em janeiro de 2017, quando era o relator da Operação Lava Jato no Supremo e responsável por conduzir alguns dos processos mais sensíveis da investigação envolvendo autoridades com foro privilegiado.
Entre os casos sob sua relatoria estavam procedimentos relacionados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à então presidente Dilma Rousseff e a outros políticos mencionados em delações da Lava Jato. Teori também analisou interceptações telefônicas que envolveram Lula e Dilma, além de processos derivados das investigações que alcançavam integrantes de diversos partidos, incluindo figuras ligadas ao PT.
Naquele período, o então governador da Bahia e atual senador Jaques Wagner também aparecia em procedimentos oriundos das delações da Lava Jato que passaram pelo gabinete de Teori para análise no STF. Diversas investigações ainda se encontravam em fase preliminar e não representavam, por si só, condenações ou reconhecimento de culpa dos investigados.
A morte de Teori Zavascki gerou forte comoção nacional e levantou questionamentos e especulações devido ao momento em que ocorreu, já que o ministro conduzia processos considerados estratégicos para os desdobramentos da Operação Lava Jato e das investigações envolvendo importantes lideranças políticas do país.







