No primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, a Globo sofreu uma forte redução em sua participação na distribuição de recursos de publicidade do governo federal entre as principais emissoras de televisão do país.
Dados referentes a 2019 mostram que a fatia destinada à Globo caiu de cerca de 39% para 16% na divisão da verba publicitária entre Globo, Record e SBT. A redução proporcional foi de aproximadamente 59% em relação à participação que a emissora possuía anteriormente.
Ao mesmo tempo, Record e SBT ampliaram suas fatias. A Record passou de aproximadamente 31% para 43%, enquanto o SBT avançou de 30% para 41% naquele período.
A mudança ocorreu em meio à relação conturbada entre Bolsonaro e a Globo. Durante seu mandato, o então presidente fez críticas frequentes à cobertura jornalística da emissora e defendia uma mudança nos critérios utilizados pelo governo para distribuir publicidade oficial.
O assunto chegou ao Tribunal de Contas da União (TCU), que analisou a distribuição dos recursos e apontou questionamentos sobre os critérios adotados pelo governo para o rateio das verbas entre as emissoras.
É importante destacar que a queda de quase 60% se refere à participação da Globo na verba publicitária distribuída entre as três principais emissoras analisadas, e não a um corte de 60% em todo e qualquer recurso público recebido pelo Grupo Globo.
O episódio marcou uma mudança significativa na distribuição da publicidade federal na televisão e se tornou um dos principais capítulos da relação conflituosa entre o governo Bolsonaro e a maior emissora do país.







