Um relatório internacional sobre desigualdade global contradiz diretamente o discurso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e indica que o Brasil ficou mais desigual nos últimos anos, apesar das declarações oficiais que falam em queda histórica da desigualdade.
De acordo com o estudo, a renda dos mais ricos aumentou, enquanto a participação dos mais pobres no total da renda nacional continua baixa. O levantamento mostra que a concentração de riqueza no topo da pirâmide social segue elevada, mantendo o Brasil entre os países mais desiguais do mundo.
Os dados entram em choque com números divulgados pelo próprio governo, que afirmam que a desigualdade teria atingido o menor nível em décadas. Especialistas apontam que essa narrativa oficial depende de recortes estatísticos convenientes, baseados quase exclusivamente em pesquisas domiciliares, que tendem a subestimar a renda real dos mais ricos.
O relatório global adota uma metodologia mais ampla, que cruza pesquisas domiciliares com dados fiscais e contas nacionais, oferecendo um retrato mais fiel da distribuição de renda. É justamente essa abordagem que revela um cenário menos favorável e desmonta o discurso comemorado pelo Planalto.
Críticos afirmam que o governo Lula está manipulando a leitura dos dados para sustentar politicamente suas políticas sociais, ignorando indicadores que mostram o aumento da concentração de renda. Enquanto o governo fala em avanço social, os números internacionais indicam que a desigualdade segue elevada e que os ganhos continuam concentrados em uma parcela reduzida da população.
O contraste entre os dados oficiais e o relatório global reacende o debate sobre transparência, metodologia e uso político das estatísticas, levantando questionamentos sobre até que ponto o governo está apresentando a realidade econômica como ela de fato é — ou como lhe convém.







