O regime de Nicolás Maduro foi apontado como responsável por mais de 10 mil mortes na Venezuela ao longo da última década, de acordo com o relatório oficial do Programa Venezuelano de Educação-Ação em Direitos Humanos (Provea), uma ONG independente que atua na defesa dos direitos civis no país, segundo o Portal Paulo Mathias.
Foram documentadas 10.853 vítimas de execuções extrajudiciais no período. O levantamento revela uma tática sistemática do Estado venezuelano: policiais e militares concentraram as ações letais em bairros populares, com jovens entre 18 e 30 anos como os principais alvos da repressão.
O relatório aponta ainda uma perseguição severa contra lideranças sociais e defensores de direitos humanos, com um aumento de 196% em violações de integridade comparado a períodos anteriores.
Os dados englobam tanto as execuções policiais cotidianas quanto os assassinatos registrados durante a violenta repressão estatal aos protestos em massa de 2014 e 2017.
Apesar de o texto citar uma suposta captura de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, essa informação não faz parte do relatório da Provea e não foi confirmada oficialmente por autoridades internacionais. O documento da ONG trata exclusivamente das denúncias de violações de direitos humanos e execuções atribuídas ao regime venezuelano.
Além da Provea, organismos internacionais como a ONU e o Tribunal Penal Internacional também já investigaram possíveis crimes contra a humanidade na Venezuela, incluindo denúncias de tortura, perseguição política e execuções extrajudiciais.







