Segundo reportagens publicadas por veículos britânicos, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer deverá anunciar nesta semana um pacote de restrições ao uso de redes sociais por crianças e adolescentes. As medidas incluem a proibição de acesso de menores de 16 anos às principais plataformas e a criação de limitações noturnas para adolescentes de 16 e 17 anos.
De acordo com as reportagens, o governo britânico argumenta que muitos jovens passam horas excessivas conectados durante a madrugada, prejudicando o sono, o rendimento escolar e a saúde mental. A proposta segue uma linha semelhante à adotada anteriormente pela Austrália e conta com amplo apoio de país consultados pelo governo.
Além das restrições às redes sociais, as medidas poderão limitar recursos considerados viciantes, como rolagem infinita de conteúdo, além de impor barreiras ao uso de determinados chatbots de inteligência artificial por menores de idade.
A proposta, entretanto, não é consenso. Especialistas e entidades de proteção infantil afirmam que a fiscalização pode ser difícil e que adolescentes podem tentar contornar as restrições por meio de ferramentas digitais. Outros defendem que o foco deveria estar na segurança das plataformas, e não apenas na proibição por idade.
O debate também repercute em outros países, onde cresce a discussão sobre os impactos das redes sociais na infância e adolescência. Enquanto defensores da medida argumentam que jovens deveriam dedicar mais tempo ao sono, aos estudos e à leitura, críticos alertam para possíveis efeitos sobre a liberdade digital e a socialização dos adolescentes.
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