A atriz e apresentadora Regina Casé afirmou que se tornou alvo de fortes críticas durante o período em que comandou o programa Esquenta!, exibido pela TV Globo entre 2011 e 2017. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, ela declarou que acredita que o Brasil vive uma “onda de tsunami conservador”, o que, segundo ela, contribuiu para a rejeição enfrentada pela atração.
Segundo Regina Casé, o programa despertava resistência por dar espaço a pessoas negras, moradores da periferia e integrantes da comunidade LGBTQIA+. A atriz afirmou que acabou se tornando o principal alvo das críticas recebidas na época. “Todo o preconceito e ódio tinha que ter uma direção. Então, eu virei um ralo para isso. Foi muito duro. Era muito violento”, declarou.
Como exemplo, Regina citou histórias levadas ao palco do Esquenta! que, segundo ela, fugiam do padrão normalmente exibido na televisão. Entre elas, mencionou a participação de duas mulheres cortadoras de cana, casadas entre si, afirmando que esse tipo de representação provocava maior resistência por parte de parte do público.
A atriz também disse que a situação mudou após interpretar Dona Lourdes na novela Amor de Mãe. De acordo com Regina, a personagem ajudou a reduzir a rejeição que enfrentava. “A Dona Lourdes me ajudou muito. Ela veio para limpar minha barra um pouco e eu dar uma respirada”, afirmou.
As declarações repercutiram nas redes sociais e dividiram opiniões. Enquanto alguns usuários concordaram com a análise da atriz sobre o cenário político e cultural do país, outros discordaram e atribuíram a rejeição ao programa a fatores como formato, audiência e preferências do público. As falas representam a opinião de Regina Casé durante a entrevista concedida à TV Brasil.







