Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a Região Nordeste concentra mais da metade das pessoas analfabetas do país. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação 2025, dos 8,4 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever um bilhete simples, cerca de 4,8 milhões vivem no Nordeste.
A taxa de analfabetismo na região é de 10,6%, mais que o dobro da média nacional, que ficou em 4,9%. Apesar de o índice ter apresentado queda em relação aos anos anteriores, o Nordeste continua sendo a região com os piores indicadores de alfabetização do país.
Os números reacenderam debates nas redes sociais e no meio político. Críticos destacam que diversos estados nordestinos são governados há décadas por grupos políticos alinhados à esquerda e questionam por que a região ainda enfrenta indicadores educacionais tão preocupantes, apesar de anos de investimentos, programas sociais e promessas de transformação da educação.
Por outro lado, especialistas em educação apontam que o analfabetismo é um problema histórico e multifatorial, relacionado a fatores como pobreza, desigualdade regional, dificuldades de acesso à educação em gerações passadas e a elevada concentração de idosos entre a população analfabeta.
Os dados do IBGE mostram ainda que mais da metade dos analfabetos brasileiros tem 60 anos ou mais, evidenciando que parte significativa do problema reflete deficiências educacionais acumuladas ao longo de décadas.
Mesmo com a menor taxa nacional de analfabetismo desde o início da série histórica do IBGE, os números reforçam o tamanho do desafio educacional no Nordeste e reacendem discussões sobre a efetividade das políticas públicas voltadas para a alfabetização e a redução das desigualdades regionais.







