A nova composição da gasolina brasileira, com maior percentual de etanol anidro, começou a gerar reclamações de motoristas e relatos de mecânicos sobre problemas apresentados por alguns veículos.
O assunto ganhou destaque em reportagem do Tribuna da Manhã, que abordou queixas de consumidores e profissionais de oficinas após a mudança na composição do combustível. Entre os relatos estão aumento no consumo e veículos chegando às oficinas com falhas e outros problemas de funcionamento.
Desde 1º de agosto de 2026, o percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina passou de 30% para 32%. A mudança foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e implementada pelo governo Lula.
Mecânicos ouvidos em reportagens sobre o tema apontam que veículos mais antigos e modelos não flex podem ser mais sensíveis ao aumento da concentração de etanol. Componentes do sistema de alimentação, como mangueiras, filtros e bicos injetores, estão entre os itens que podem exigir maior atenção dependendo do veículo.
Isso, entretanto, não significa que esteja comprovado que a nova gasolina esteja provocando uma onda generalizada de carros quebrados. Especialistas afirmam que a maior parte dos veículos flex modernos foi desenvolvida para trabalhar com diferentes proporções de gasolina e etanol e tende a se adaptar à nova mistura.
Também é necessário analisar individualmente os automóveis que apresentaram defeitos para estabelecer se existe relação direta entre o problema mecânico e o combustível utilizado.
Mesmo assim, os primeiros relatos de motoristas e oficinas reacenderam uma preocupação antiga entre proprietários de veículos: até que ponto aumentar continuamente a quantidade de etanol na gasolina pode afetar consumo, desempenho, durabilidade e custos de manutenção da frota brasileira?







