O Partido dos Trabalhadores (PT) defendeu, durante seu congresso nacional em Brasília, o retorno de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, à Venezuela. No evento, um banner com a frase em espanhol “Los queremos de vuelta” (“Nós os queremos de volta”) foi exibido, além de manifestações de apoio com bandeiras venezuelanas.
O posicionamento ocorre após um episódio internacional de grande impacto. Em janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma operação militar que teria resultado na captura de Maduro e sua esposa em Caracas. Segundo o governo americano, ambos foram levados para os Estados Unidos para responder a acusações ligadas ao narcotráfico e a crimes internacionais.
A ação gerou forte repercussão global. Autoridades venezuelanas classificaram a operação como uma violação da soberania nacional, enquanto especialistas internacionais questionaram a legalidade de um país capturar o chefe de Estado de outro território.
Após o ocorrido, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando político da Venezuela, intensificando ainda mais a instabilidade no país.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em fevereiro de 2026, que Maduro deveria ser julgado em seu próprio país, criticando a ação dos EUA e dizendo que a captura de um presidente estrangeiro “não é aceitável”.
A posição do PT reforça a histórica proximidade do partido com o governo venezuelano, mas também amplia a polarização política no Brasil. Críticos veem o gesto como apoio a um regime contestado internacionalmente, enquanto apoiadores defendem o princípio de soberania nacional e o direito de julgamento no próprio país.







