O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou nesta quarta-feira (10.jun.2026) ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de uma investigação sobre os recursos utilizados para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a vida política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O partido busca uma “completa elucidação” dos fatos, citando “indícios de desvio de finalidade e execução irregular de emendas parlamentares”.
No documento, o PT anexou diversas notícias e reportagens que sustentam o pedido. O partido alega que os elementos apresentados sugerem “abuso de poder econômico”, conforme o artigo 14, § 9º, da Constituição, e a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, além de possíveis falhas na fiscalização do financiamento político-eleitoral, como omissão ou falsidade de informações.
O pedido também foca na participação de Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, nas negociações do projeto, afirmando que ele “teria atuado pessoalmente junto aos responsáveis pela liberação dos recursos”. O PT ainda relaciona o filme às pré-candidaturas de outros membros da família Bolsonaro – Carlos Bolsonaro (Senado por SC) e Michelle Bolsonaro (Senado pelo DF) – destacando que todos compõem o mesmo grupo político beneficiado.
Entre as solicitações do PT estão a verificação de registros regulatórios audiovisuais (Ancine, U.S. Copyright Office, Biblioteca Nacional), situação migratória e trabalhista da equipe estrangeira (incluindo Jim Caviezel e Cyrus Nowrasteh), recolhimento sindical, seguros, cadeia de direitos autorais e compliance financeiro da operação Vorcaro–Entre–Havengate–Go Up. Relatórios do Intercept Brasil de 9 de junho revelaram que a operação de financiamento do filme movimentou quase US$ 24 milhões, e parte do dinheiro foi direcionada ao fundo Havengate Development, ligado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.







