O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, iniciou seu governo colocando em prática o discurso de linha dura contra organizações armadas e o narcotráfico que marcou sua campanha eleitoral. Forças de segurança colombianas mataram seis integrantes de grupos ilegais em operações realizadas no fim de semana, poucos dias depois da posse do novo chefe de Estado.
De la Espriella tomou posse na sexta-feira, 7 de agosto, encerrando o ciclo do governo de esquerda de Gustavo Petro e promovendo uma guinada à direita na política colombiana. Durante a campanha e em seu discurso de posse, o novo presidente prometeu abandonar a estratégia de negociação com grupos armados que se recusarem a entregar as armas e adotar uma atuação militar mais contundente.
Segundo as informações divulgadas sobre as operações, quatro dos seis mortos pertenciam a uma dissidência das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Os outros dois seriam integrantes de outros grupos armados ilegais. Portanto, embora publicações nas redes estejam chamando os seis de “mega traficantes”, as fontes internacionais os descrevem mais precisamente como rebeldes ou integrantes de organizações armadas, algumas delas envolvidas com economias ilegais e narcotráfico.
Ao anunciar o resultado, De la Espriella apresentou as mortes como um recado de sua nova política de segurança. O episódio ocorre em um momento de forte tensão na Colômbia: já no primeiro dia do novo governo, dois atentados a bomba atingiram diferentes regiões do país, evidenciando o desafio que o novo presidente enfrentará no combate às organizações criminosas e guerrilheiras.
A segurança pública foi um dos principais temas da eleição. De la Espriella prometeu endurecer o combate às guerrilhas, às organizações criminosas e ao tráfico de drogas, rompendo com parte da estratégia de diálogo adotada por seu antecessor.
Assim, para manter o título rigorosamente fiel aos fatos, o mais preciso seria: “Presidente de direita da Colômbia anuncia morte de seis integrantes de grupos armados nos primeiros dias de governo”. As mortes ocorreram no domingo, dois dias após a posse, e não literalmente no primeiro dia de governo.







