Tomate, cebola, batata e arroz estão entre os produtos que registraram as maiores altas na prévia da inflação de outubro, pressionando o orçamento das famílias.
O preço dos alimentos voltou a acelerar no Brasil, aumentando a preocupação dos consumidores com o custo de vida. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 0,88% na prévia da inflação de outubro de 2026, medida pelo IPCA-15, mais que o dobro dos 0,40% registrados em setembro.
O aumento foi impulsionado principalmente pelos alimentos consumidos dentro de casa, que ficaram, em média, 1,01% mais caros no período. Entre os produtos que mais subiram estão o tomate, com alta de 24,54%, a cebola (13,63%), a batata-inglesa (10,96%) e o arroz (5,80%).
As elevações atingem produtos presentes na alimentação cotidiana dos brasileiros e representam uma pressão adicional sobre o orçamento das famílias, especialmente aquelas que destinam boa parte da renda às compras de supermercado.
Apesar da alta dos alimentos, o índice geral da prévia da inflação desacelerou de 0,70% em setembro para 0,32% em outubro. Entretanto, o IPCA-15 acumulado nos últimos 12 meses chegou a 4,62%, ultrapassando o teto de tolerância da meta de inflação estabelecida para o país.
Clima e custos de transporte podem influenciar os próximos meses
Especialistas apontam que fatores como mudanças climáticas, custos de transporte e condições de produção podem continuar influenciando os preços dos alimentos. No entanto, novas altas não são garantidas, já que o comportamento dos valores depende também da oferta e da demanda.
Para os consumidores, o cenário exige atenção redobrada na hora de fazer compras. Com produtos essenciais registrando aumentos expressivos, muitas famílias precisam pesquisar preços, buscar alternativas e reorganizar o orçamento para manter a alimentação dentro das despesas mensais.







