O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), tornou-se uma das principais ferramentas de mobilização digital durante a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No dia do segundo turno, realizado no domingo (25), o canal já reunia cerca de 10,7 milhões de seguidores. Entretanto, números divulgados sobre sua audiência indicam uma possível redução para pouco mais de 10,5 milhões de inscritos após a votação, o que representaria uma perda aproximada de 200 mil pessoas em menos de 24 horas. A queda, porém, ainda não foi confirmada por levantamentos independentes.
A movimentação ocorre em meio às discussões sobre ajustes no Orçamento de 2027 e à circulação de informações sobre possíveis cortes em programas sociais, tema que tem provocado questionamentos nas redes sociais desde a reeleição do petista.
O governo, entretanto, nega cortes em benefícios como o Bolsa Família e o Gás do Povo. Também não há comprovação de que eventuais saídas do canal estejam relacionadas às discussões orçamentárias.
Durante a campanha, Janones utilizou o grupo para organizar ações nas redes sociais, compartilhar conteúdos favoráveis a Lula e incentivar a participação de apoiadores. A iniciativa cresceu rapidamente e ultrapassou a marca de 10 milhões de integrantes às vésperas da eleição.
Apesar das especulações sobre a perda de seguidores, o governo pretende manter o canal ativo como instrumento de mobilização política durante o próximo mandato presidencial.







