O relato de Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de São Paulo, sobre uma ação da Polícia Militar nas proximidades de sua residência provocou forte repercussão nas redes sociais e uma série de comentários de apoiadores e críticos do petista.
Entre as reações, uma publicação chamou atenção ao questionar: “Por que todo esquerdista tem medo da polícia, mas não tem medo do traficante?”. A frase foi utilizada como crítica à postura de setores da esquerda em relação às forças de segurança.
O episódio que motivou a discussão aconteceu na noite de terça-feira (11). Segundo Haddad, uma viatura da PM acompanhou sua chegada à residência, na zona sul de São Paulo, e os policiais teriam agido de maneira que ele considerou intimidadora. O petista relatou ainda a presença de três fuzis na viatura.
Após Haddad entrar em casa, seu motorista teria continuado sendo seguido pela viatura. De acordo com o relato apresentado pelo candidato, o acompanhamento durou cerca de 40 minutos e não houve uma abordagem convencional com solicitação de documentos ou explicação clara sobre o motivo da ação.
Imagens de câmeras de segurança divulgadas posteriormente mostram uma viatura passando pela rua de Haddad antes da chegada do candidato. A versão preliminar apresentada por fontes policiais é de que havia uma operação na região e que a ação não teria relação com o fato de a residência pertencer ao petista.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o caso será apurado e que as equipes que estavam na região serão identificadas. O governador Tarcísio de Freitas também determinou a investigação das circunstâncias do episódio.
Nas redes sociais, o caso acabou extrapolando a discussão sobre a conduta específica dos policiais e reacendeu o debate político sobre segurança pública, atuação da PM e a relação histórica entre partidos de esquerda e as forças policiais.
Até a conclusão da apuração, não há confirmação de que Haddad tenha sido deliberadamente perseguido ou intimidado por razões políticas.







