O preço da picanha voltou a ser tema de debate após projeções indicarem que a carne bovina poderá ficar cerca de 10% mais cara em 2026. Especialistas apontam que a alta está relacionada principalmente à redução da oferta de animais para abate, consequência do ciclo pecuário brasileiro, e não a decisões do governo.
Segundo analistas do setor, a menor disponibilidade de bovinos no mercado deve pressionar os preços ao longo do ano. A expectativa é que a produção de carne diminua, enquanto a demanda interna e externa continue elevada.
O tema ganhou repercussão política porque, durante a campanha eleitoral de 2022, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os brasileiros voltariam a ter condições de consumir picanha e cerveja com mais frequência. Desde então, a evolução dos preços desses produtos passou a ser acompanhada por apoiadores e críticos do governo.
Dados do IBGE mostram que a picanha registrou variações de preço nos últimos anos, alternando períodos de queda e alta. Especialistas destacam que fatores como oferta de gado, exportações, custos de produção e demanda do mercado têm impacto direto sobre o valor da carne nos supermercados.
Com a previsão de novos aumentos em 2026, o custo do tradicional churrasco brasileiro pode continuar pressionando o orçamento das famílias, especialmente em um cenário de inflação dos alimentos e renda ainda limitada para parte da população.
– IBGE
– cafecomgaza







