A decisão da Petrobras de substituir o termo “masculino” por categorias como “Homem Cis”, “Homem Trans” e “Travesti” em seus sistemas internos reacendeu o debate sobre a chamada “cultura woke” dentro de grandes empresas e estatais brasileiras.
O comunicado, enviado pelo Comitê de Diversidade e Inclusão da companhia, incentivou funcionários a atualizarem dados relacionados à identidade de gênero e etnia racial. O ponto que mais gerou repercussão nas redes sociais foi a informação de que a opção “Masculino” aparecia marcada como “obsoleta” no sistema da empresa.
Críticos da medida acusam a estatal de abandonar pautas ligadas ao desempenho econômico e à produtividade para adotar agendas ideológicas importadas dos Estados Unidos, frequentemente associadas ao movimento woke — termo usado para descrever políticas corporativas voltadas à diversidade, linguagem inclusiva e questões de identidade de gênero.
Nas redes, internautas questionaram se uma empresa pública de energia deveria concentrar esforços em debates identitários enquanto o país enfrenta problemas econômicos, combustíveis caros e desafios fiscais. Para opositores, a Petrobras estaria cada vez mais alinhada a uma agenda política e cultural progressista.
Já defensores da iniciativa afirmam que a atualização dos cadastros busca apenas reconhecer diferentes identidades de gênero e criar um ambiente mais inclusivo para funcionários trans e travestis. Segundo a empresa, o objetivo é conhecer melhor o perfil dos trabalhadores e fortalecer políticas de diversidade interna.
A polêmica rapidamente ultrapassou os corredores da estatal e virou tema de debate político nas redes sociais, onde muitos passaram a associar a medida ao avanço da chamada “cultura woke” em instituições públicas brasileiras.







