Uma empresa de pesquisa que indica a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial também possui um vínculo contratual com o governo federal. A sondagem mais recente da Nexus, parte do grupo FSB, aponta Lula com 41% das intenções de voto no primeiro turno, superando Flávio Bolsonaro em cinco pontos percentuais, que aparece com 36%.
Contudo, esse panorama nacional favorável a Lula, conforme a Nexus, difere dos resultados apresentados por outros institutos. Em análises regionais, como no Sul do Brasil, a margem de diferença se estreita ou até se inverte, com Flávio Bolsonaro registrando vantagem em algumas investigações.
Levantamentos de outras organizações, como Genial/Quaest, CNT/MDA e Paraná Pesquisas, revelam quadros distintos, com Flávio Bolsonaro tendo uma vantagem mais expressiva em certas localidades. Em alguns desses estudos, a diferença alcança dois dígitos, evidenciando grandes variações nas abordagens metodológicas e nos resultados obtidos. A conexão da Nexus com o governo tem gerado críticas e dúvidas sobre a neutralidade dos dados. Analistas políticos sugerem que essa proximidade institucional pode afetar a confiança nos levantamentos, especialmente em um ambiente eleitoral tão dividido. As inconsistências entre as pesquisas e o relacionamento contratual com o governo intensificam o debate sobre a clareza, a metodologia e a credibilidade dos institutos que moldam a percepção pública.







