O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito pela terceira vez em processos ligados ao chamado “Caso Master”. A decisão mais recente ocorreu nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, durante o julgamento na Segunda Turma que analisa a manutenção da prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB).
A abstenção do ministro segue um padrão adotado desde março deste ano, quando ele também se retirou de julgamentos envolvendo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a instalação de uma CPI sobre a instituição. Toffoli alega “motivo de foro íntimo” para os afastamentos, que ocorrem após a Polícia Federal identificar mensagens no celular de Vorcaro que citavam o ministro, além de informações sobre relações financeiras entre sócios do banqueiro e empresas ligadas a familiares de Toffoli.
Com a saída de Toffoli, o julgamento de Paulo Henrique Costa — investigado por suposto recebimento de R$ 146,5 milhões em propina — segue com apenas quatro ministros. Até agora, André Mendonça e Luiz Fux votaram pela manutenção da prisão. Caso haja empate (2 a 2), o resultado favorecerá o réu. É importante ressaltar que, apesar do afastamento voluntário da relatoria e das declarações de suspeição, o ministro Dias Toffoli não é alvo de investigação formal no âmbito desse processo.







