O apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre deputados e senadores caiu significativamente em 2026, mesmo após o governo promover a maior liberação de emendas parlamentares já registrada para um período pré-eleitoral. Os dados são de um levantamento da consultoria Ética Inteligência Política, divulgado nesta sexta-feira (24).
Segundo o estudo, o índice de apoio às principais pautas do governo no Senado caiu de 75% no primeiro semestre de 2025 para 38,5% no mesmo período deste ano. Na Câmara dos Deputados, o percentual recuou de 58% para 38,1%, refletindo uma redução do alinhamento de partidos do chamado Centrão, como MDB, PSD, União Brasil, PP e Republicanos.
O levantamento mostra que a queda ocorreu apesar de o governo ter liberado R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares até o início de julho, o maior volume já registrado antes de uma eleição. O montante supera, inclusive, todo o valor pago em 2022, último ano de eleição presidencial.
Ainda de acordo com a consultoria, o aumento da autonomia do Congresso por meio das emendas fez com que a negociação política passasse a depender mais de acordos específicos para cada votação do que de uma base governista consolidada. Em ano eleitoral, fatores como disputas estaduais e estratégias de campanha também influenciam o comportamento dos parlamentares.
Na prática, projetos considerados prioritários pelo Palácio do Planalto seguem enfrentando dificuldades para avançar no Congresso, entre eles propostas relacionadas à jornada de trabalho, segurança pública e regulamentação da inteligência artificial.



