Uma declaração feita pelo ex-candidato à Presidência Enéas Carneiro voltou a circular nas redes sociais ao tratar da preparação necessária para ocupar o cargo mais importante do Poder Executivo brasileiro.
A fala é verdadeira e ocorreu durante uma entrevista de Enéas ao programa Roda Viva, em 1994, quando ele disputava a Presidência da República pelo Prona. Durante o debate, Enéas criticava diretamente Luiz Inácio Lula da Silva, então candidato do PT e um de seus adversários naquela eleição.
Ao discutir formação e preparo para exercer funções de grande responsabilidade, Enéas fez uma comparação que atravessou décadas e continua sendo compartilhada por seus admiradores.
“Para dirigir um avião, exige-se um curso de treinamento. Para dirigir uma escola, exige-se que a pessoa tenha um diploma. Para ser presidente da República, não se exige nada?”, questionou.
Na mesma entrevista, Enéas criticou a formação de Lula e afirmou que não via no petista, até aquele momento, demonstrações que o tivessem impressionado em análises de questões que considerava sérias.
A afirmação provocou reação imediata do jornalista Fernando Mitre, que classificou o argumento como preconceituoso. Enéas rejeitou a acusação e sustentou que estava discutindo o nível de preparo que, em sua visão, deveria ser esperado de alguém disposto a comandar o país.
Mitre respondeu que a Presidência exigia legitimidade, cidadania e apoio da sociedade, destacando o papel da escolha popular.
Mais de três décadas depois, o trecho voltou a ganhar espaço nas redes sociais, principalmente em publicações que resgatam discursos de Enéas e estabelecem comparações com o atual cenário político.
Atualmente, a Constituição Federal não estabelece diploma universitário ou nível mínimo de escolaridade como requisito para alguém se tornar presidente. Entre as exigências constitucionais estão ser brasileiro nato, estar no pleno exercício dos direitos políticos, possuir alistamento eleitoral, ter domicílio eleitoral e filiação partidária, além de idade mínima de 35 anos.
Enéas morreu em 2007, aos 68 anos, sem chegar à Presidência da República. Lula, alvo das críticas feitas naquela entrevista de 1994, viria a ser eleito presidente pela primeira vez em 2002.







