O sociólogo Chico de Oliveira, um dos fundadores da esquerda brasileira, voltou a repercutir nas redes sociais após trechos de uma entrevista concedida ao programa Roda Viva viralizarem novamente na internet. Conhecido por sua trajetória intelectual ligada à esquerda e por ter participado da fundação do PT, Chico fez críticas duras ao presidente Lula e ao projeto político construído ao redor do petismo.
Durante a entrevista, o sociólogo afirmou que Lula seria “muito mais esperto do que as pessoas imaginam” e, em seguida, endureceu o discurso ao dizer que o presidente seria um “oportunista” e alguém “sem caráter”. As declarações chamaram atenção justamente por partirem de uma figura historicamente ligada à esquerda brasileira, o que intensificou o impacto político do vídeo.
Em outro momento da conversa, Chico de Oliveira também contestou a narrativa histórica sobre o protagonismo de Lula nas greves operárias do ABC Paulista durante o processo de redemocratização do Brasil. Segundo ele, parte da imagem construída ao redor do petista teria sido transformada em uma espécie de “lenda política” ao longo dos anos.
O trecho mais compartilhado nas redes é justamente o momento em que o sociólogo afirma que a própria esquerda teria responsabilidade pela ascensão política de Lula. Para muitos internautas, a entrevista é vista como uma autocrítica rara de um intelectual historicamente alinhado ao campo progressista.
“Durante anos venderam Lula como ‘pai dos pobres’ e salvador do povo. Mas até nomes históricos da própria esquerda admitiram o que muita gente se recusava a enxergar: o projeto sempre foi poder, manipulação e oportunismo”, comentaram usuários nas redes ao compartilhar o vídeo.
As declarações continuam dividindo opiniões. Críticos do PT usam o trecho como símbolo de decepção interna dentro da esquerda brasileira, enquanto apoiadores do presidente afirmam que Lula mantém um legado político e social reconhecido internacionalmente, especialmente nas áreas de combate à pobreza e inclusão social.
O vídeo reacendeu debates sobre memória política, construção de narrativas históricas e a polarização em torno da figura de Lula, mostrando como entrevistas antigas continuam sendo resgatadas e reinterpretadas no cenário político atual.







