Um apelo atribuído a uma moradora do Nordeste chama atenção para a falta de água que afeta comunidades da região. “Estamos sem água para beber, pelo amor de Deus!”, diz a frase divulgada nas redes sociais. Embora a origem exata do relato ainda não esteja confirmada, denúncias semelhantes vêm sendo registradas no interior da Bahia, onde famílias enfrentam dificuldades para realizar atividades básicas.
Na região de Irecê, moradores de diversos municípios relatam interrupções frequentes no abastecimento. Em Salobro, comunidade de Canarana, manifestantes denunciaram mais de 30 dias sem fornecimento regular e cobraram providências da Embasa. A empresa atribuiu parte das paralisações a vazamentos e problemas em equipamentos, com previsão de retomada gradual do serviço.
A situação também chama atenção pelo contexto político. O Nordeste, região onde Lula recebeu 69,34% dos votos válidos no segundo turno de 2022, continua enfrentando problemas históricos de abastecimento. Segundo dados de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico, divulgados pelo Instituto Trata Brasil, aproximadamente 14 milhões de nordestinos não tinham acesso ao serviço de abastecimento de água.
Enquanto os moradores pedem providências, permanece a cobrança por investimentos, manutenção da infraestrutura e soluções duradouras. O acesso à água potável é um direito básico, e a responsabilidade pela ampliação e regularidade do abastecimento envolve diferentes esferas do poder público e os prestadores dos serviços, independentemente das preferências eleitorais da população.
Fontes: Irecê Notícias, Sociedade ON, Instituto Trata Brasil e resultados eleitorais do TSE (2022).







