As declarações do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltaram a gerar repercussão após ele afirmar que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria incentivado uma “cultura da violência” e “ensinado crianças a fazer gesto de arminha”. A fala ocorreu durante um discurso sobre segurança pública e provocou reações da oposição.
Críticos do governador afirmam que é incoerente atribuir ao ex-presidente a responsabilidade pela violência na Bahia, já que o estado é governado pelo PT desde 2007, período em que passaram pelo cargo os governadores Jaques Wagner, Rui Costa e o próprio Jerônimo Rodrigues. Para esses críticos, após quase duas décadas de administração petista, a responsabilidade pelas políticas estaduais de segurança pública deve ser atribuída, em grande parte, ao governo estadual.
A oposição também destaca que a gestão das polícias Militar, Civil e Penal é competência dos estados e que os elevados índices de criminalidade registrados na Bahia ao longo dos últimos anos deveriam ser enfrentados por meio de políticas públicas estaduais, em vez de serem relacionados à gestão do governo federal anterior.
Por outro lado, Jerônimo Rodrigues defende que discursos favoráveis ao armamento e determinadas posturas adotadas durante o governo Bolsonaro contribuíram para estimular uma cultura de violência no país, tese que é rejeitada por seus adversários políticos.
As declarações reacenderam o debate sobre a responsabilidade dos governos federal e estadual na segurança pública e voltaram a colocar a situação da violência na Bahia no centro das discussões políticas.







