O apresentador José Luiz Datena criticou o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou de 30% para 32% e entrou em vigor em 1º de agosto.
A mudança foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em decisão do governo federal. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida busca reduzir a necessidade de importação de gasolina e aumentar a participação de biocombustíveis produzidos no país.
Datena questionou principalmente o impacto da medida para os motoristas que possuem veículos que não são flex. Na avaliação apresentada pelo comunicador, esses carros foram projetados para funcionar com gasolina e podem apresentar menor rendimento com uma proporção maior de etanol na mistura.
“É claro que o carro que é preparado, que é feito para andar a gasolina e não é flex, vai render muito menos”, afirmou Datena.
O apresentador também argumentou que, caso o veículo passe a consumir mais combustível para percorrer a mesma distância, o motorista poderá acabar gastando mais para abastecer.
O governo, por outro lado, afirma que a adoção do chamado E32 foi respaldada por estudos técnicos e que os testes realizados não apontaram impactos significativos no funcionamento dos veículos avaliados. A medida tem duração prevista de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação pelo mesmo período.
A discussão coloca em lados opostos a justificativa do governo — reduzir a dependência de gasolina importada e ampliar o uso de etanol — e a preocupação levantada por Datena sobre o rendimento dos veículos e o impacto da mudança para determinados consumidores.







