O governo peruano acionou a Justiça dos Estados Unidos para obter acesso a registros bancários referentes a um contrato de US$ 1,8 bilhão (aproximadamente R$ 9 bilhões) assinado pela Petrobras em outubro de 2025. O acordo envolve as companhias Tenenge e EGTC Infra, está última controlada pela Queiroz Galvão.
A investigação peruana foca no caso “Rutas de Lima”, que apura um esquema de corrupção envolvendo concessões rodoviárias, propina, financiamento ilegal de campanhas e lavagem de dinheiro. Documentos indicam que um ex-executivo da Odebrecht no Peru realizou movimentações financeiras de quase US$ 700 mil consideradas suspeitas, próximas à data de assinatura do contrato com a Petrobras.
A Tenenge, unidade de engenharia da Novonor (antiga Odebrecht), está no centro da controvérsia. A Odebrecht, por sua vez, negou qualquer irregularidade, afirmando que os executivos mencionados não fazem mais parte da empresa e que não há conexão entre a concessão peruana e os contratos da Petrobras. A decisão sobre a liberação dos dados bancários cabe aos EUA, enquanto a Petrobras se encontra no epicentro desta solicitação de investigação internacional.







