O Frei Gilson foi alvo de uma denúncia protocolada no Ministério Público de São Paulo após declarações feitas em homilias, entrevistas e redes sociais. O responsável pela representação é Brendo Silva, ex-noviço, jornalista e escritor, que alega que o religioso teria utilizado termos considerados ofensivos ao tratar de temas como homossexualidade e comportamento moral.
Segundo o conteúdo apresentado ao Ministério Público, o frei teria empregado expressões como “homossexualismo” e feito associações com conceitos como “desordem” e “contrariedade à lei natural”. Trechos de vídeos também foram incluídos na denúncia, entre eles uma fala em que o religioso afirma que, se a igreja estabelece determinada conduta, ela deve ser seguida.
O caso, no entanto, tem gerado forte reação entre fiéis e apoiadores do religioso, que veem a denúncia como uma tentativa de limitar a liberdade de expressão e a pregação religiosa. Para esse grupo, o frei estaria apenas reproduzindo ensinamentos tradicionais da fé cristã, baseados em passagens bíblicas e doutrinas históricas da Igreja.
A situação reacende um debate recorrente no país sobre os limites entre liberdade religiosa e possíveis interpretações de discurso discriminatório. Enquanto críticos defendem a responsabilização por declarações que consideram prejudiciais, apoiadores argumentam que líderes religiosos não podem ser punidos por expressar convicções fundamentadas em suas crenças.
O Ministério Público deve analisar o caso para decidir se há elementos que justifiquem a abertura de investigação ou eventual ação judicial.



