Uma enfermeira gaúcha se tornou ré no Supremo Tribunal Federal (STF) após um episódio ocorrido durante um voo comercial em que estava presente o ministro Flávio Dino. Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a mulher teria chamado o magistrado de “lixo” e afirmado, em voz alta, que o avião estava “contaminado” pela presença dele.
A Primeira Turma do STF aceitou a denúncia, e a enfermeira responderá por injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança do transporte aéreo. O caso tramita sob sigilo. De acordo com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, a conduta teria provocado tumulto dentro da aeronave e poderia ter colocado em risco a segurança dos passageiros e da tripulação. 
O episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e responsabilização por ofensas dirigidas a autoridades públicas. A defesa da enfermeira contesta as acusações e afirma que ela não teve a intenção de agredir o ministro.







