Uma mulher perdeu a visão de um dos olhos após ser atingida por uma pedrada na cabeça em Vila Velha, no Espírito Santo, e acusa a Unimed de negar parte do tratamento necessário sob a justificativa de que ela aparecia “sorrindo no Instagram”. O caso gerou indignação e reacendeu o debate sobre a atuação de planos de saúde diante de pacientes com sequelas graves.
A vítima, uma advogada, foi atingida por um paralelepípedo enquanto estava dentro de um carro. O impacto causou traumatismo severo e resultou na perda permanente da visão em um dos olhos, além de outras sequelas que exigem acompanhamento médico contínuo.
Segundo o relato, ao buscar cobertura para procedimentos oftalmológicos e tratamento de reabilitação, a Unimed teria contestado a gravidade do quadro. Em uma das manifestações no processo, imagens publicadas pela própria paciente nas redes sociais, em que ela aparece sorrindo, teriam sido usadas como argumento para questionar a necessidade do tratamento solicitado.
A advogada afirma que as fotos foram utilizadas fora de contexto e não refletem sua condição de saúde real. Ela ressalta que momentos pontuais registrados nas redes sociais não anulam o diagnóstico médico nem as limitações físicas e psicológicas decorrentes do trauma sofrido.
O caso ganhou repercussão nacional e levantou críticas sobre o uso de redes sociais por operadoras de saúde para contestar tratamentos médicos, além da dificuldade enfrentada por pacientes para ter acesso a cuidados mesmo diante de sequelas comprovadas. Paralelamente, a vítima passou a relatar que vem sendo alvo de golpes praticados por terceiros que utilizam sua imagem de forma indevida.
A Unimed não apresentou posicionamento público detalhado sobre os critérios adotados no caso específico. A situação segue sendo discutida judicialmente e tornou-se símbolo de críticas à relação entre planos de saúde, pacientes e a judicialização do acesso a tratamentos no Brasil.







