Uma mulher de 37 anos foi presa em Santa Catarina após ser acusada de fingir ter apenas 12 anos para enganar famílias, instituições religiosas e pessoas dispostas a ajudá-la. Segundo as investigações, ela utilizava identidades falsas, alterava a voz e adotava comportamentos infantis para convencer as vítimas de que era uma adolescente em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita conseguiu viver por mais de um ano com uma família em Joinville, que acreditava estar acolhendo uma menina abandonada. Durante esse período, os responsáveis chegaram a comemorar aniversários, oferecer tratamento médico e considerar uma adoção formal. As suspeitas surgiram após familiares das vítimas encontrarem relatos semelhantes envolvendo a mesma mulher em outras cidades brasileiras.
As investigações apontam que o esquema teria sido repetido em diversos estados. A mulher contava histórias de maus-tratos, exploração e abandono para despertar compaixão e obter apoio financeiro, moradia e assistência. Segundo os investigadores, ela já havia sido alvo de ocorrências semelhantes em outras regiões do país.
O caso ganhou enorme repercussão nas redes sociais, onde internautas reagiram com surpresa à história. Entre os comentários que viralizaram, alguns usuários ironizaram a situação com frases como “eleitora mais fraca do Lula”, em referência à capacidade da suspeita de convencer diferentes pessoas ao longo dos anos. A frase, no entanto, representa opiniões de usuários das redes sociais e não possui relação com as investigações policiais.
A Justiça determinou que a mulher passe por avaliação psiquiátrica para esclarecer as circunstâncias do caso. Ela permanece à disposição das autoridades enquanto as investigações continuam para identificar possíveis vítimas e outros episódios semelhantes que ainda não tenham sido formalmente denunciados.







