Misoginia ou transfobia? Erika Hilton acusa direção do PSOL de favorecer Manuela D’Ávila e fala em “privilégio branco e cis”
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) fez duras críticas à direção nacional do PSOL ao acusar o partido de descumprir acordos internos sobre a distribuição do fundo eleitoral para as eleições de 2026. Em publicações nas redes sociais, a parlamentar afirmou estar “chocada e decepcionada” e disse que sua campanha à reeleição estaria sendo prejudicada.
Erika afirmou que a legenda estaria prevendo repasses mais elevados para outras candidaturas, citando diretamente a ex-deputada Manuela D’Ávila, recém-filiada ao PSOL e pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Segundo a deputada, a situação representaria um caso de “privilégio branco e cis” se sobrepondo aos acordos políticos e aos critérios de inclusão defendidos historicamente pela sigla.
A parlamentar também acusou a direção partidária de desmontar mecanismos internos que levavam em consideração critérios de gênero, raça e deficiência na distribuição dos recursos eleitorais. Outros integrantes do partido, como a deputada estadual Renata Souza e o vereador Rick Azevedo, também manifestaram preocupação com os critérios adotados pela legenda.
Em resposta, o PSOL negou que esteja abandonando suas políticas de inclusão e afirmou que os critérios de distribuição do fundo ainda serão debatidos internamente. O partido também declarou que a campanha de Erika Hilton continua entre as que recebem maior investimento proporcional dentro da legenda.
A polêmica gerou intenso debate nas redes sociais, com internautas divididos entre os que enxergam uma discussão sobre representatividade e os que interpretam o episódio como mais um capítulo das disputas internas da esquerda brasileira.







