A jornalista e comentarista Miriam Leitão chamou atenção nas redes sociais ao usar a expressão “sensação” ao comentar a percepção dos brasileiros sobre os preços elevados nos supermercados.
Durante sua análise sobre o comportamento dos preços dos alimentos, Miriam abordou a diferença entre os indicadores oficiais de inflação e aquilo que o consumidor percebe no momento de fazer as compras. Segundo a comentarista, mesmo quando determinados índices mostram desaceleração ou queda em alguns produtos, permanece entre os consumidores a sensação de que os alimentos estão caros.
A avaliação está relacionada ao fato de que uma redução da inflação não significa necessariamente que os preços voltaram aos níveis anteriores. Quando a inflação desacelera, os produtos podem continuar custando mais caro, apenas passando a subir em ritmo menor. Somente uma variação negativa de preços representa efetivamente uma redução naquele período.
O uso da palavra “sensação” repercutiu especialmente entre críticos do governo Lula, que argumentaram nas redes sociais que os preços elevados não seriam apenas uma percepção, mas uma realidade enfrentada diariamente pelos consumidores.
A alimentação é um dos componentes mais perceptíveis do orçamento familiar justamente porque as compras são realizadas com frequência. Por isso, alterações no preço de itens básicos tendem a ter impacto direto na avaliação que a população faz da economia.
A declaração de Miriam Leitão reacendeu o debate sobre a diferença entre os números apresentados pelos indicadores econômicos e a experiência do brasileiro diante das prateleiras dos supermercados.







