Enquanto a USP festeja outra vez o título de melhor universidade da América Latina e se posiciona entre as instituições mais prestigiadas do mundo, uma cena bem distinta chamou a atenção nesta semana dentro do campus.
De acordo com o ranking 2026 do Center for World University Rankings (CWUR), a Universidade de São Paulo ocupa a liderança na América Latina e está entre as 0,6% melhores universidades do planeta, com destaque para sua produção científica e influência acadêmica internacional.
Contudo, poucos dias após a divulgação do reconhecimento internacional, a universidade voltou aos noticiários por outro motivo. Na noite de segunda-feira (8), um grupo de estudantes ocupou as entradas dos blocos K e L da administração central em protesto contra a qualidade das refeições do restaurante universitário, o valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Pafpe) e a falta de avanço nas negociações com a reitoria.
A situação gerou um contraste que não passou despercebido nas redes sociais: enquanto a USP é reconhecida mundialmente pela excelência acadêmica e pela produção de conhecimento, enfrenta internamente protestos de alunos que afirmam não estar sendo ouvidos pela administração.
Para muitos internautas, a cena expõe uma ironia difícil de ignorar: a universidade considerada a melhor da América Latina ainda enfrenta desafios básicos relacionados à permanência estudantil e ao relacionamento entre alunos e gestão.







