A formação acadêmica de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) virou alvo de críticas de políticos e perfis ligados à esquerda após vir à tona que uma pós-graduação atribuída ao senador não foi realizada. Adversários passaram a usar expressões como “mente no currículo” e “constrangedor” para repercutir o episódio.
A controvérsia envolve uma suposta pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A instituição informou não ter encontrado registro acadêmico de Flávio em seu sistema, contrariando informações que apareceram em páginas institucionais relacionadas à trajetória do parlamentar.
A equipe de Flávio reconheceu que a informação sobre a UFRJ está incorreta e afirmou que se trata de um “erro ou equívoco”, solicitando a correção dos registros. Portanto, não há comprovação de que o senador tenha cursado essa pós-graduação específica.
O episódio, entretanto, não significa que Flávio não tenha formação superior ou outras especializações. Ele é bacharel em Direito pela Universidade Candido Mendes e possui outras formações e cursos de pós-graduação registrados em sua trajetória acadêmica, entre eles estudos em Políticas Públicas pelo Iuperj. Sua biografia também registra formação na área de empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas.
A repercussão ganhou contornos políticos devido à disputa presidencial e também provocou comparações com a formação acadêmica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula não possui diploma universitário e tampouco concluiu o ensino médio regular. Sua escolarização formal foi interrompida ainda antes desse nível, embora tenha concluído formação profissionalizante de torneiro mecânico no Senai. Ao longo da carreira política, o petista recebeu diversos títulos de doutor honoris causa, que são distinções honorárias e não equivalem à conclusão regular de graduação ou pós-graduação.
Assim, é verdadeira a informação de que a pós-graduação atribuída a Flávio na UFRJ não foi confirmada pela universidade. Também é correto dizer que o senador possui formação superior e outras qualificações acadêmicas. No caso de Lula, é correto afirmar que ele não concluiu o ensino médio regular, apesar de possuir formação profissionalizante e títulos acadêmicos honorários.
O debate nas redes, porém, deixou a discussão sobre a origem do erro curricular em segundo plano e rapidamente se transformou em mais um embate entre apoiadores e adversários dos dois campos políticos.
Fontes: G1, UFRJ, Agência Senado e registros biográficos oficiais.







