A servidora Flávia Medeiros, que ocupava o cargo de oficial de Chancelaria no Itamaraty, voltou ao centro do debate sobre cotas raciais após ser exonerada do cargo por decisão relacionada à banca de heteroidentificação. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Flávia havia conseguido permanecer temporariamente na função por meio de decisão judicial, mas acabou deixando o posto após nova derrota na Justiça.
A polêmica ganhou repercussão nas redes sociais depois que a servidora afirmou que foi considerada branca pela comissão responsável pela análise racial, apesar de defender publicamente as políticas de cotas. O caso reacendeu discussões sobre os critérios utilizados pelas bancas de heteroidentificação em concursos públicos federais, sistema criado para tentar evitar fraudes nas vagas reservadas a candidatos negros.
De acordo com as informações divulgadas, Flávia ficou cerca de dois meses no cargo antes da exoneração ser efetivada. O Ministério das Relações Exteriores e a Advocacia-Geral da União teriam sido procurados para comentar o caso, mas não responderam até a publicação da reportagem original.
Nas redes sociais, o episódio dividiu opiniões. Enquanto alguns usuários afirmam que as bancas precisam seguir critérios rígidos para garantir a legitimidade das cotas, outros criticam a subjetividade das avaliações e questionam possíveis inconsistências nos processos de identificação racial realizados em concursos públicos.







