Após mais de três séculos fora do país, o Manto Tupinambá finalmente retornou ao Brasil. A peça sagrada, confeccionada com milhares de penas vermelhas de guará, permaneceu por 335 anos no Museu Nacional da Dinamarca e agora passa a integrar o acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
Para o povo Tupinambá da Bahia, o manto não é apenas um objeto histórico, mas uma entidade viva com profundo significado espiritual. Lideranças indígenas participaram da cerimônia de recepção e classificaram o retorno como um marco na luta pela reparação histórica e pela devolução de patrimônios retirados durante o período colonial.
O artefato foi levado para a Europa no século XVII e se tornou um dos símbolos mais importantes da cultura indígena brasileira preservados no exterior. Seu retorno é visto como um precedente para que outros países europeus devolvam peças históricas e sagradas pertencentes aos povos originários do Brasil.







