O humorista Fábio Porchat virou alvo de críticas após usar a Embaixada do Brasil em Roma, uma instituição pública mantida com recursos dos contribuintes, para gravar um vídeo satírico ironizando a reação de brasileiros ao caso Havaianas.
Na gravação, feita dentro da representação diplomática brasileira na capital italiana, Porchat aparece em tom de deboche, simulando uma conversa telefônica como se fosse um “especialista em gestão de crise”, fazendo piadas sobre a polêmica envolvendo a campanha da Havaianas que gerou boicotes e forte reação nas redes sociais.
A escolha do local causou revolta em parte do público, que questiona o uso de um espaço oficial do Estado brasileiro para fins de humor e posicionamento ideológico, especialmente quando o alvo da sátira é o próprio cidadão que financia a manutenção da embaixada por meio de impostos.
Nas redes, críticas apontam que embaixadas não deveriam ser palco para militância, deboche político ou produção de conteúdo pessoal, ainda mais envolvendo polêmicas internas do Brasil. Até o momento, não houve esclarecimento público sobre autorização formal para a gravação.
O episódio reacende o debate sobre uso indevido de estruturas públicas, limites entre humor e política, e a postura de artistas que, mesmo fora do país, utilizam símbolos e instituições do Estado brasileiro para atacar parte da população.







