Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa por uma cirurgia de catarata no olho esquerdo em uma unidade hospitalar particular de Brasília, desfrutando de acesso rápido e confortável, milhares de cidadãos brasileiros enfrentam uma realidade bem distinta no Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e do Ministério da Saúde, a operação de catarata é o procedimento eletivo com a maior demanda reprimida no país. Entre 2023 e 2025, aproximadamente 167,5 mil pacientes aguardam por essa cirurgia, um número que supera outras intervenções e evidencia uma deficiência persistente na saúde pública. A espera por cirurgias eletivas teve um aumento de 26% em 2024.
Essa discrepância ressalta a contradição de uma gestão que, apesar de prometer fortalecer o SUS, vê suas listas de espera aumentarem. Idosos, o grupo mais afetado pela catarata, frequentemente esperam por meses ou anos, correndo o risco de deterioração da visão, enquanto líderes políticos utilizam serviços privados. A situação do presidente Lula simboliza a divisão do Brasil: acesso privilegiado para poucos e longos períodos de espera para a maioria dependente do sistema público.







