Imagens que circulam intensamente nas redes sociais mostram o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcando presença no Carnaval de Salvador, na Bahia. Os vídeos registram o chefe de Estado acompanhando apresentações em cima de trios elétricos e interagindo diretamente com os foliões. Em um dos momentos capturados, a multidão entoa o conhecido coro “olê, olê, olá, Lula, Lula”, uma referência clara ao jingle de suas campanhas eleitorais passadas.
De acordo com registros da imprensa, o acontecimento se deu no circuito Campo Grande. Lula estava acompanhado de autoridades locais, e durante a passagem dos trios, artistas e parte do público repetiram o canto. O presidente, por sua vez, observava de um camarote, imerso na atmosfera festiva do evento, enquanto a manifestação ocorria.
Essa situação levanta questionamentos sobre a legalidade, sendo interpretada por alguns como uma campanha eleitoral antecipada e descarada, aproveitando um evento de grande visibilidade nacional. A euforia e o jingle político seriam, para esses críticos, um claro palanque, transformando a festa em propaganda política disfarçada de espontaneidade popular.
Diante disso, surge a indagação sobre a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Observadores questionam a aparente diferença de tratamento, comparando o episódio com casos anteriores onde figuras políticas, especialmente da direita, foram penalizadas por condutas consideradas bem menos impactantes. A percepção é de que há duas métricas distintas: uma mais flexível para a esquerda, onde atos são vistos como ‘cultura’ ou ‘popularidade’, e outra mais rigorosa para o outro espectro político, gerando a sensação de parcialidade.







