O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a ampliação do programa Celular Seguro, iniciativa do governo federal que busca combater o roubo e o furto de aparelhos celulares no país. A nova etapa da política pública prevê o envio de notificações diretamente para celulares cadastrados como roubados ou furtados, orientando quem estiver com o aparelho a realizar a devolução voluntária.
A proposta prevê que os equipamentos possam ser entregues em agências dos Correios, sem a necessidade de comparecimento a delegacias. Segundo o governo, a medida busca evitar constrangimentos a pessoas que possam ter adquirido os aparelhos sem saber que se tratavam de produtos oriundos de crime.
Durante o anúncio, Lula afirmou que o objetivo é ampliar a sensação de segurança da população e reduzir os índices de roubo de celulares. Atualmente, o governo afirma possuir um banco de dados com cerca de 2,5 milhões de aparelhos cadastrados como roubados ou furtados.
A iniciativa, entretanto, gerou questionamentos e críticas nas redes sociais. Críticos da medida argumentam que o governo concentra esforços em convencer quem está com os aparelhos a devolvê-los, mas não apresenta novas ações voltadas ao endurecimento das punições contra os criminosos responsáveis pelos roubos.
Para esses críticos, a proposta passa a impressão de que o problema pode ser resolvido apenas com notificações e campanhas de conscientização, enquanto a população espera medidas mais rigorosas contra as quadrilhas que atuam nesse tipo de crime.
O governo, por outro lado, afirma que a estratégia foi inspirada em uma experiência realizada no Piauí, onde autoridades locais relataram redução significativa nos índices de roubo e furto de celulares após a adoção de medidas semelhantes. A expectativa da administração federal é replicar os resultados em escala nacional.
O debate agora divide opiniões entre aqueles que veem a iniciativa como uma forma prática de recuperar aparelhos e reduzir o mercado de produtos roubados e aqueles que defendem que o foco principal deveria estar na prisão e punição dos autores dos crimes.







