Um vídeo gravado em uma feira popular voltou a movimentar as redes sociais ao reunir relatos de comerciantes revoltados com o aumento do custo de vida e a queda do poder de compra da população. Durante a gravação, trabalhadores autônomos criticam duramente a situação econômica do país e atribuem a responsabilidade diretamente ao governo federal.
O principal entrevistado é um vendedor de perfumes e cosméticos que trabalha utilizando a mala de um carro branco como bancada improvisada. Questionado pelo repórter sobre qual nota daria para a atual gestão do presidente Lula, o comerciante respondeu sem hesitar:
“Zero. Nota zero. E o dinheiro dele para ele tá muito bom, mas tá bom para ele porque ele tem gasto milhões e bilhões com viagem, hotéis caros, e enganado muitas pessoas.”
Ao longo da entrevista, o trabalhador utiliza exemplos do cotidiano para ilustrar o impacto da inflação no bolso da população e afirma que os preços praticamente dobraram nos últimos anos.
“Em 2022, um saco de cimento era R$ 23. Agora está R$ 43 o saco de cimento.”
Ele também citou o aumento no valor dos automóveis populares, apontando dificuldades até para a classe trabalhadora adquirir bens básicos.
“Um carro popular era R$ 40 mil. Hoje está R$ 85 mil. Tudo dobrou de valor.”
O comerciante ainda descreveu a sensação de perda do poder de compra nos supermercados, afirmando que valores antes considerados suficientes já não conseguem garantir compras básicas.
“Você pega R$ 500, vai no mercado e traz duas sacolinhas. Não dá para nada.”
Em outro momento da gravação, o entrevistado questiona os indicadores econômicos oficiais divulgados pelo governo e associa a rejeição política ao impacto financeiro sentido diretamente pela população.
“Ele bota umas pessoas lá no IBGE para forjar dados, diz que está tudo bom, mas o povo está sentindo no bolso. Lula é pior que a pandemia.”
Ao final da reportagem, o repórter consulta outro feirante que trabalhava próximo ao local vendendo meias e acessórios. O comerciante concorda com a crítica e reforça a insatisfação geral entre trabalhadores informais.
“Rapaz, zero. Um trabalhador de verdade não tem como dar outra nota.”
O vídeo rapidamente viralizou em páginas políticas e perfis de debate econômico, impulsionado pelo formato espontâneo das entrevistas de rua e pelo tom emocional dos depoimentos. Especialistas em redes sociais apontam que conteúdos focados em experiências reais do cotidiano têm forte potencial de engajamento, principalmente quando refletem dificuldades financeiras enfrentadas pela população.







