Durante compromisso oficial na Alemanha, ao lado do primeiro-ministro Friedrich Merz, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confidenciou que esperava uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz. A expectativa surgiu após sua atuação como mediador no pacto nuclear com o Irã, em 2010. “Eu pensei que o Trump ia me indicar para o Nobel da Paz”, declarou o presidente, rememorando as negociações que conduziu em parceria com a Turquia e o então líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad.
O acordo visava o envio de urânio do Irã para a Turquia, em troca de combustível nuclear destinado a fins pacíficos. Lula reiterou suas críticas à forma como as nações ocidentais reagiram na época, destacando que, mesmo após o entendimento alcançado, as sanções contra Teerã foram intensificadas. Para o presidente, esse evento demonstra uma resistência constante de parte da comunidade internacional em relação a soluções diplomáticas.
Nesta viagem, Lula reforçou sua desaprovação à gestão dos conflitos no Oriente Médio, defendendo um papel global mais ativo em prol da paz e do multilateralismo. Por sua vez, Merz adotou uma postura mais cautelosa, reafirmando o suporte da Alemanha a saídas diplomáticas, sem deixar de lado os investimentos em segurança.







