Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo Donald Trump têm uma reunião agendada onde um dos principais tópicos será a sugestão de considerar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. Embora Washington demonstre interesse em auxiliar o Brasil no combate ao crime organizado, uma necessidade urgente para o país, a pressa em designar essas facções como terroristas requer uma avaliação cuidadosa, diplomacia e pragmatismo por parte do governo brasileiro. A colaboração é fundamental, mas a aceitação dessa classificação não é mandatória.
Atualmente, o PCC e o CV funcionam como verdadeiras corporações transnacionais do tráfico de drogas, influenciando diretamente a violência nas cidades, prejudicando o comércio local, infiltrando-se na política municipal e utilizando portos e aeroportos como pontos estratégicos para o envio de drogas à Europa. Diante dessa complexa realidade, recusar o apoio internacional seria um erro ideológico. A assistência dos Estados Unidos em tecnologia, finanças e inteligência é crucial e bem-vinda. A experiência da Colômbia serve como exemplo: a parceria com Washington foi vital para desmantelar cartéis poderosos como os de Medellín e Cali. O Brasil não pode ignorar essa lição.







