Luísa Sonza lamenta o afastamento das marcas da parada LGBTQIAPNZY+: não escutam mais a gente
A cantora Luísa Sonza afirmou que tem percebido um distanciamento cada vez maior de empresas e patrocinadores em relação às pautas ligadas ao movimento LGBTQIA+. Durante uma declaração recente, ela lamentou a redução do apoio de marcas a eventos e causas que antes recebiam investimentos significativos.
Segundo a artista, muitas empresas que costumavam participar ativamente de iniciativas ligadas à comunidade deixaram de investir ou reduziram sua presença. “As marcas que antes investiam, hoje já não participam e não escutam mais a gente. Quanto mais politizados somos e conscientes do nosso país, das mudanças que precisamos fazer, mais soltam nossas mãos. É muito cansativo e desesperador”, declarou.
A fala gerou forte repercussão nas redes sociais. Críticos argumentam que muitas empresas passaram a evitar temas políticos e ideológicos por receio de desgastes com consumidores ou de associar suas marcas a debates polarizados. Para esse grupo, o afastamento não seria necessariamente um posicionamento contra determinadas causas, mas uma estratégia comercial para reduzir riscos e focar em produtos e serviços.
Outros internautas, porém, defenderam a posição da cantora e afirmaram que o apoio corporativo a pautas sociais continua sendo importante para ampliar a visibilidade de grupos que historicamente enfrentam preconceito e discriminação.
O episódio reacendeu o debate sobre o chamado “ativismo corporativo”, prática em que empresas adotam posicionamentos públicos sobre temas sociais, políticos ou culturais. Enquanto alguns enxergam isso como uma demonstração legítima de responsabilidade social, outros defendem que marcas deveriam permanecer neutras e concentradas exclusivamente em suas atividades econômicas.
A declaração de Luísa Sonza acabou dividindo opiniões e mostrando que a relação entre empresas, movimentos sociais e política continua sendo um dos temas mais controversos do debate público atual.







