Durante anos, Lincoln Gakiya viveu sob escolta armada 24 horas por dia. O promotor foi alvo de sucessivas ameaças de morte do PCC, teve sua rotina completamente alterada, viu planos de atentado serem descobertos e convive há décadas com um “decreto de morte” atribuído à facção.
Agora, ao comentar a classificação do PCC e do CV pelos EUA, afirma que essas organizações não seriam grupos terroristas, mas sim organizações mafiosas com fins econômicos.
A ironia que muitos apontam é a seguinte: se uma facção é capaz de impor toque de recolher, controlar territórios, ameaçar autoridades, ordenar execuções e manter um promotor sob escolta permanente há mais de 20 anos, para parte da população a discussão sobre o rótulo parece cada vez menos importante do que a realidade enfrentada por quem combate essas organizações.







