A líder da oposição venezuelana María Corina Machado retornou à Venezuela no domingo (25), após aproximadamente dez meses de exílio. Vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 e uma das principais adversárias políticas de Nicolás Maduro, ela foi recebida por dezenas de milhares de apoiadores, que tomaram as ruas com bandeiras, motocicletas e manifestações de apoio. Durante o trajeto até Caracas, Machado saudou a multidão de dentro de um veículo, em meio a gritos de liberdade.
O retorno provocou críticas da presidente interina Delcy Rodríguez, que classificou a chegada da opositora como um “espetáculo”. Em declaração na segunda-feira (26), Rodríguez afirmou que toda a movimentação poderia ter sido evitada, já que os aeroportos venezuelanos estavam disponíveis. A governante também cobrou arrependimento daqueles que defenderam sanções internacionais contra a Venezuela e afirmou que o país precisa abandonar a política de confronto.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, revelou que Washington havia comunicado às autoridades venezuelanas, semanas antes, que María Corina deveria ter permissão para retornar ao próprio país sem sofrer interferências. Machado deixou a Venezuela em dezembro de 2025, depois de passar meses escondida em meio à repressão contra a oposição. Na ocasião, viajou à Noruega para receber o Nobel da Paz e, desde então, enfrentou dificuldades para retornar ao território venezuelano.
A chegada ocorre em um momento decisivo para o futuro político do país, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro de 2026. Enquanto Delcy Rodríguez permanece à frente do governo interino, María Corina Machado busca recuperar seu protagonismo político e pressiona pela realização de eleições presidenciais. As negociações sobre uma reforma do sistema eleitoral avançam, mas ainda não existe uma data oficialmente definida para a escolha de um novo presidente.
Fontes: Reuters, Associated Press, AFP, CNN Brasil e Efecto Cocuyo.







